Relembrando o verdadeiro Resident Evil – Parte III

Finalmente chegamos na parte final dessa lembrança tão nostálgica, e também dessa crítica as mudanças feitas, dessa série tão aclamada pelos fãs do horror, desde a era Playstation 1 até quase o fim do 3. Trago aqui hoje os dois últimos jogos da série que levavam o gênero Survival-horror a sério, são eles o Resident Evil 3 e Code:Veronica.

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Após o lançamento de Resident Evil 2, todos começaram a depositar confiança total na série, e assim esperando um nov título da série. Meses após meses foram lançadas versões de RE 2 para outras plataformas, e também uma versão com uns adicionais, RE 2 Dual Shock, para o PSone.  Após um tempo então, foi anunciado a produção de Resident Evil 3 – Nemesis, e consequentemente foram surgindo boatos grandes sobre o mesmo.
Lembro-me muito bem na época, que tinha boatos como, a possibilidade de dar chutes e socos( novamente isso! aff), personagens clássicos estariam de volta, como Barry Burton e Chris, sendo que poderia escolher eles para jogar. Após um tempo, aos poucos esses boatos foram caindo e surgindo informações corretas do game, como o personagem Carlos Oliveira,  muito comentado por ser um Brasileiro no jogo, e ainda se perguntavam na época se ele falaria algo em português… até parece né!

Então, após um certo tempo, começaram a aparecer matérias com fotos do game em revistas da época (vide GamePower, Dicas e truques Playstation e etc.), e podíamos já ter ideia de como seria o novo jogo da série, e ele era… exatamente igual ao RE 2, graficamente é claro.  O jogo já estava na próximo de sair, e as expectativas aumentando cada vez mais, todos que não tinham PSOne iriam dar um jeito de alugar ou conseguir de algum amigo para jogar, e comigo graças a deus tinha um PSone .

Um certo dia, chego em casa e meu irmão vem me contar que jogou finalmente RE 3, e que era muito bom, fiquei prestando atenção em cada detalhe que ele explicava do game. Umas das coisas que ele disse era as escolhas, onde em algumas situações de perigo você deveria escolher entre duas opções, e dependendo das escolhas isso alteraria o curso do game.
Dias depois consegui finalmente colocar minhas mãos no game, estava posando na casa do meu primo e passamos a noite inteira jogando ele, foram momentos de terror, enquanto fugíamos do Nemesis.

Abertura do game:

Na parte do game em si, o game já traz um rosto conhecido, Jill Valentine, cabelo curtinho e com uma roupinha colada e curta, em meio ao apocalipse de zumbis! O jogo começa ao sair do apartamento dela, rodeada de zumbis em chamas, ela corre para a única porta que consegue ver, seguindo corredores bagunçados e sombrios ela acaba entrando em um pavilhão, e é aonde encontra um sobrevivente, já meio maluco com tudo que está acontecendo, mas no fim ele se tranca dentro de um caminhão e não o vemos mais.
Seguindo o caminho, nos deparamos com algo novo na série, uma máquina ‘portátil’ de munição, assim sendo, você mesmo faz ela, combinando com produtos achados pelo decorrer do game, e assim fazendo combinações com diferentes produtos, para conseguir mais diversos tipos de munições. Continuando o caminho, já começam os quebra cabeças de chaves e portas, só agora se passa ao ar livre, pelas ruas mesmo, que por sinal ficou muito legal, todo mundo sempre teve curiosidade de explorar Raccoon City, mas nunca podíamos sair da delegacia.

Falando em delegacia, é justamente lá o primeiro objetivo do game, já que Jill faz (ou fazia) parte do esquadrão S.T.A.R.S. e tem que verificar se há algum sobrevivente por lá. Chegando lá, na entrada da R.P.D., nos deparamos com Brad, todo machucado e cambaleando na direção da Jill, mas ele é surpreendido pelo um monstro gigantesco, nada mais nada menos que o próprio Nemesis!
Neste momento, Nemesis acaba com o pobre Brad, e começa ir em direção da Jill, ai acontece algo interessante e inédito na série, tudo fica mais lento e o jogo te faz uma pergunta, tendo duas escolhas de o que fazer nessa hora, uma é entrar na delegacia e a outra é lutar com o monstro. Bom, veja você mesmo:

Nesse caso a maioria optou por entrar na delegacia, aposto hehehhe, mas caso escolha enfrentar o monstro, você pode pegar no corpo de Brad o cartão de acesso da R.P.D., e depois só entrarr na delegacia, sem ferir o Nemesis, fazendo isso, alguns processos poderiam ser evitados mais tarde. Entrando na delegacia, você sente uma nostalgia enorme em ver novamente aquele hall intacto, exatamente igual ao do RE 2, porém muitas áreas não podem mais ser acessadas, por ter madeiras pregadas nas portas, o que não faz sentido nenhum, para que foram pregar alguma que outra porta?
Enfim, o game  mantem o mesmo padrão dos outros da série, com o adicional de ter um monstrão te perseguindo toda hora, nunca saindo do seu pé, te seguindo nos mais diversos lugares que tu anda pelo jogo, que por sinal são muitos.

Quem não lembra desse código da caixa de música? Clááássico!

Ao final do game, já percebemos uma mudança dos demais jogos, o cenário não é bem um laboratório onde é criado armas químicas e etc, é na verdade um centro de reciclagem bem capenga. Na finaleira, você enfrenta nada mais que o querido Nemesis, porém, em uma forma maior e monstruosa, o cenário da batalha final é um depósito de lixo muito estranho, por que até jogado la está o corpo do Msr.X do RE 2!
Acabando com o Nemesis, dependendo das tuas escolhas ao decorrer do game,  poderá ser  dois finais, um onde o Carlos sozinho chega de helicóptero e te pega, ou o Barry chega com o Carlos em um helicóptero e te pega também. Fugindo da cidade, todos que jogaram tiveram o mesmo sentimento, de dor, por ver a querida cidade de Raccoon sendo destruída por uma bomba atômica, as esperanças de algum novo Resident se passar ali, morreram, e com isso surgiram dúvidas de que rumo a série tomaria.

Final do game(e abaixo a música final para você relembrar e chorar a perda da cidade mais zumbística dos games):

Todo esse resumo que fiz do RE 3 foi para mostrar que não houve mudanças significativas no terceiro game da série, que ele manteve aquele bom e velho sistema dos demais, o que fez ser conhecido como um game de Survival-horror. Não diria que ele finalizou a era PSone com chave de ouro, mesmo por que o final foi desastroso, acabando com a cidade e deixando em aberto muitas coisas, o terceiro game da série não da para chamar de continuação, desde que se passa ao mesmo tempo dos fatos ocorridos em RE 2.

Fim da era Playstation 1, começo da nova geração de consoles, e com isso as perguntas de como seria um Resident evil novinho, e isso foi respondido com o eterno…

…Dreamcast!

Lembro-me muito bem essa excelente época para os videogames, algo novo, um console 128 bits, possibilidade de conectar-se a internet, jogar online e claro, o jogo que definiu o Dreamcast, Shenmue. Mas não vamos falar sobre esse game, para isso sempre tem um post no nosso parceiro Mutt Place sobre, aqui nós vamos só comentar sobre um dos, se não “O”, melhor Resident Evil de todos, Code:Veronica!

Abertura do game:

Quando conseguimos o game para o Dreamcast, lembro que era em 2 discos, e na capa tinha a Claire e o Chris, na hora já pensei que um é o disco do Chris e o outro da Claire, tipo que nem RE 2, mas iria descobrir que não era bem isso. O jogo começa com a Claire fugindo de um prédio da Umbrella, e no fim ela é capturada e enviada para uma prisão em uma ilha remota, tudo controlada pela Umbrella, enquanto ela está na cela, explosões e tiros são sentidos vindo de fora. Após tudo isso um homem entra na sala, ele está ferido, e decide soltar a Claire, conversando com este homem, ele diz que acabou o remédio dele  e aí que entra algo muito interessante, você pode ajudar ele conseguindo mais remédio, caso você ajude, mais tarde no game ele irá te ajudar.

No decorrer do game você encontra-rá Steve, um clone do Leonardo DiCaprio na época do Titanic, ele é um prisioneiro que sobreviveu ao apocalipse ocorrido ali, então de certa forma ele se junta a Claire e os dois dão um jeito de sair desse inferno. O interessante nesse Resident é que ele consegue trazer aquele ar de terror mesmo que tinha no primeiro game da série, muitos quebra-cabeças geniais e uma das coisas mais legais, ações feitas agora afetarão o caminho do jogo no futuro!
Resident Evil: Code Veronica certamente é o mais difícil da série, por você não saber realmente o que virá, por exemplo, quando você está na Antártida(é isso mesmo, você vai pra lá também!), um momento você está andando por lá e resolvendo enigmas, e sem perceber já está quase em um chefão, no fim você vai pra ele sem salvar  e sem levar armamento ou ervas, muito tenso isso. Depois disso ainda acontece uma surpresa, você joga com Chris, que está em busca de sua irmã, no caso Claire, ele segue todos os caminhos que você já percorreu, no caso a prisão la na ilha, e é o primeiro lugar onde você joga com ele, e para ajudar, Wesker(é! ele não morreu) coloca uns presentinhos para Chris, câmeras que ao te verem, mandam um Hunter diretamente para mata-lo!

Resident Code: Veronica não foge dos demais da série, laboratórios onde existe testes feitos pela Umbrella, muitos zumbis, muitas aranhas, cachorros, abelhas(e mariposas?) e etc., pelo caminho do jogo, a ambientação dele de longe pode-se dizer que é a melhor, e mais macabra de toda a série, as músicas são impecáveis, talvez RE 4 foi o que chegou mais perto nesses quisitos, mas ainda assim, ele é o vencedor. Para queles que são fãs mesmo da série, consideram Code:Veronica a verdadeira continuação do RE 2, por se passar alguns messes após o ocorrido em Raccoon City, ao contrário de RE 3 que se passa ao mesmo tempo, mas o ruim de tudo é que Code:Veronica foi lançado primeiramente para um console não que não foi muito popular no Brasil, mesmo tendo sido fabricado aqui, então muitos não jogaram este game, alguns somente no PS2, mesmo assim ele não era muito reconhecido, mas uma nova chance foi dada a ele, no lançamento do Resident Evil HD Collection.

RE HD Collection trailer:

Enfim, o que eu quis mostrar em resumir um pouco os games Resident evil 1, 2, 3 e Code:Veronica foi que todos seguem um padrão de sucesso, cada um tendo algo característico, acrescentado em cada versão, sendo ele com dois cenários, um com escolhas em situações perigosas ou mesmo ações que mudam o rumo do jogo, mas todos seguem com um mesmo propósito, zombies, survival-horror!  Resident Evil 4 renovou a série, realmente não poderia ficar eternamente com o mesmo tipo de jogabilidade, a de tanque, mas que continua-se com os mesmos elementos de testes biológicos e armas químicas, animais e pessoas geneticamente transformadas, e não algo envolvendo cultos de magia negra, parasitas controlados por um homem(Lord Salazar) e um agente especial contratado pelo governo americano para resgatar a filha do presidente dos EUA!
Residente Evil 5 seguiu o mesmo caminho, porém adicionou mais ação com um modo multiplayer na campanha, o que tirou a sensação de solidão e sobrevivência individual do game, claro que não foi te todo um ruim, multiplayer sempre é legal, mas em certos casos não em um game que a princípio para assustar, dar medo e não fazer você suar de tanto esmerilhar o controle dando golpes para fugir dos abrações dos ‘monstros’.
Para completar a Capcom anunciou RE Raccoon City Operations, onde o jogo se passa na época dos eventos de RE 2 e 3, porém é um shooter online, nem preciso falar mais nada. Junto também anunciou um RE para 3DS, esse sim aumentou as esperanças de um estilo survival-horror, por ser single-player  e pelo cenário ser bem macabro, com monstros ao estilo clássico.

Espero que tenham gostado dessa revisita nostálgica nessa série que marcou a infância e adolescência de muitos gamers do mundo, e que continua marcando mesmo sendo de formas não muito agradáveis mais, até a próxima!

Publicado em 06/10/2011, em Jogos e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Demais!!!!A análise foi ótima como sempre!!!!Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Parabéns pelos posts! Realmente curto bastante RE4, mas da um dó só de pensar que ele tem esse titulo, pois em pouco tem haver com o inicio da série que tanto joguei :/

  3. Rodrigo Portella

    excelente matéria…

  4. mto bom mesmo o review, mas o Code: vernonica eu nunca joguei…

    eu zerei o RE 3 em 2h:59m sem perder life, 0 saves. Se quiser eu mando o link da foto!

    abs

  5. maior decepção foi o resident evil 5, é praticamente só um jogo de tiro e ação sem nenhum mistério ou suspense, é só correria e tiros contra mosntrinhos sem nenhum terror psicológico interessante como nos antigos residents.

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