Relembrando o verdadeiro Resident Evil – Parte II

Bom, depois de um bom tempo sem postar, decidi trazer a segunda parte sobre o verdadeiro Resident Evil, vamos ver neste post, para mim,  sobre o  melhor Resident já lançado, o segundo.

Lançado em 1998 originalmente para Playstation e mais tarde para PC, Nintendo 64, Game.com, Dreamcast e Game cube,  ele mantinha tudo o que fez o primeiro game ser reconhecido e acrescentou alguns fatores que o fizeram o RE mais idolatrado de todos.
Essas novidades acrescentadas no game foram bem geniais, lembro muito bem em 97 quando se falava muito sobre o próximo RE e os boatos do que ele teria  a mais, um deles foi que você poderia dar chute e soco, acho engraçado até hoje isso, e que teria a Jill em forma de zumbi, diziam que ela foi infectada e estaria perambulando pela cidade… nada aver. Depois de um tempo foram divulgadas algumas imagens em revistas, dando uma noção de como funcionaria o game e com quais personagens você iria controlar.
A história do game começa com Leon Kenedy indo para o seu primeiro dia de trabalho, contratado pelo departamento de polícia de Raccoon, chegando lá ele se depara com uma situação inusitada, a cidade está infestada por zumbis, havendo poucos sobreviventes. Um desses sobreviventes é a bela Claire Redfield, irmã de Chris Redfield do primeiro game, e por serem irmãos ela decide ir até Raccoon em busca de notícias do paradeiro dele, sendo que ele foi a Europa, mas isso deixamos para explicar em RE:Code Veronica.

Os dois seguem juntos em busca de respostas e de como sair desse inferno com vida, no caminho encontram pessoas chave na história, como a filha do cientista William Birkin, que provocou todo esse caos na cidade. No decorrer do jogo também encontrão a espiã Ada Wong, que está na cidade a mando de Wersker, para roubar a unica amostra do vírus, mas para o azar dela acaba não conseguindo e ‘morrendo’ no final do game.
Por falar em final do game, aí que entra um elemento muito interessante introduzido na segunda versão da série, que foi o Zapping System, onde você pode escolher entre dois personagens para jogar o primeiro cenário do game, tendo assim finais diferente e concluindo algum, libera um segundo cenário para jogar com o outro personagem. O interessante que algumas coisas que você faz em um cenário, altera o rumo do outro cenário, com o outro personagem, como por exemplo a escolha de armas em um armário perto dos esgotos, você pode escolher na verdade entre uma metralhadora e uma mochila, se você pegar a mochila, no outro cenário só terá a metralhadora.

O game estava já em fase final de produção, e todo mundo pilhado para colocar as mãos nele, só que eu lembro, na época, meu irmão chegando em casa falando que jogou RE 2, sem ao menos ter sido lançado, ai eu duvidei, sendo assim ele me levou na locadora aonde viu e me mostrou, jogamos por horas. O que jogamos nesta locadora era uma versão vazada do game, um beta, onde você podia até trocar de cenário A ao B, a qualquer momento, e também ter todas as armas infinitas com você.
Bom, o tempo se passou e conseguimos a versão final do game para jogar, a emoção era gigantesca, não acreditavamos que conseguiríamos jogar finalmente o RE 2, infelizmente só tinhamos em mãos o primeiro disco, Leon A. Colocamos o disco no PS quadradão, ligamos e aí começou aquela músiquinha de boot clássica da Sony, essa aqui:

O jogo começou e já de cara uma introdução matadora com algumas CG’s do game, depois aparece a tela inicial com o olhão de algum monstro, colocamos “New Game” e a fala clássica veio a tona, “RESIDENT EVIL… 2″, e nós todos assim ” \o/ \o/ \o/ ” nesse momento. Bom, começa a intro do game, que pra mim ainda é uma das mais espetaculares que já foram feitas, e você confere ela aqui abaixo, a qualidade do vídeo está ruim, porém é legendado e completinho:

Ao começar o game, se você jogar novamente ele, vai notar a diferença com os atuais, e não estou me referindo aos gráficos, e sim o ambiente, o clima que ele trás que os outros não conseguem, um ár de Gore puro, sobrevivência, desolação e o som da morte sempre atrás, ainda dava pra se dizer que ele era um jogo de “Survival Horror”. A cidade em ruinas mostra a dor e a luta que foi contra esses zumbis, que no fim praticamente devastaram todos os humanos dali, sobrando alguns sobreviventes, sendo eles a maioria chave principal da história.
Nesse game você passa por diversos cenários muito bem construídos e com sons ambientes de arrepiar, são alguns desses ambientes, as ruas da cidade, o departamento de polícia por completo, esgotos, fábricas e laboratórios. Em cada ambiente tem alguma coisa que marcou como um momento clássico, um por exemplo é no início do departamento de polícia, onde em um corredor você vê pingos de sangue cair do teto, ao chegar mais perto o personagem olha para cima e se depara com o famoso Licker grudado que nem uma lagartixa no teto, ao contrário de que todo mundo dizia um pouco antes de sair o game, que era um zumbi no teto.

Momento clássico do Licker:

Fazendo um apanhado de tudo que esse jogo incluiu na série, ele e o RE 4 foram os que mais fizeram mudanças, no caso do RE 4, mudou completamente a jogabilidade e a câmera. Na verdade, RE 2 não era para ser assim, ele tinha outra história, gráficos e uma jogabilidade idêntica ao primeiro game da séire, mas foi aí que o criador decidiu abandonar esse projeto e começar tudo de novo.

Esse projeto inacabado, é conhecido por fãs como RE 1.5, sendo que só existem algumas imagens e vídeos dele na net, nunca o projeto tendo sido vazado da Capcom. Mas nem tudo é só tristeza (eu acho), um grupo de fãs pegou todas as imagens, informações e sons disponíveis dessa vesão e criou um jogo em cima disso, você pode fazer o download dele aqui. 

Para finalizar, chega-se a conclusão de que, para mim, este é o melhor Resident Evil já lançado, introduzindo novos elementos como a troca de personagens, cenários diversificados entre cidade e laboratórios subterrâneos, monstros bem marcantes, músicas impecáveis que trazem um ar de solidão e sem falar do armamento matador que tem no decorrer dele. A diferença para os jogos atuais é gritante, para quem sempre foi fã da série, é difícil não se indignar com essa mudança radical de Survival-Horror para um game que pode ser considerado um Shooter… mas tenho esperança que a série volte mais para a idéia inicial, o Terror!

E aqui vai um o vídeo de uma das músicas finais do game, onde quem virou sentiu uma emoção muito grande e pensou, “Missão cumprida!”:

Publicado em 31/05/2011, em Jogos e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Agora entendo porque falam verdadeiro resident evil!!Amei a análise e a intro foi simplesmente fantástica!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Otima postagem.. Para os fãns da serie (meu caso) esta realmente bem feito, estão de parabéns pelo post!

  3. Nostalgia. . .
    Continuo gostando do RE até hoje ! Quero jogar o 6, apesar que certos fãs ficam reclamando do RE 4 pra cá.
    Dizendendo que RE está mais pra Left for Dead, e perdeu o survival horror. . .
    Mas se o RE continua-se até hoje com ”apenas” zumbis andando pelos corredores, estariam reclamando por estar repetitivo.

    Continuo sendo fã do jogo, e mal posso esperar para jogar o 6 🙂

  4. LENDA , esse jogo eh uma LENDA *———*

  5. Pô Muito bem! Parbéns pela postagem!

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